Pedro Celso

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31

Mar

Taxi #3

Posted by pedrocelso  Published in aeroporto, Bizarrices, engracados, FAIL, hospital, tubarão

Logo após ter sido hostilizado pelo médico do pronto-socorro fui transferido para a enfermaria, para ficar em observação até que um médico fosse lá me analisar e ver se eu estava bem para receber alta. A essa altura do campeonato eu já estava ficando preocupado com a bateria do meu celular, pois internet e mp3 estavam me ajudando a matar o tempo.
Na enfermaria até que foi tudo tranquilo, tirando o fato da enfermeira ter achado graça em me zoar. Mas ela curtia rock, portanto ela tinha pontos positivos comigo.
Depois de duas horas o médico foi lá e me deu a alta, e de tabela me receitou NOVALGINA. Fala sério, eu fui atropelado e o cara me receita novalgina, eu queria era morfina, poxa! hahahahaha
Cheguei em casa, tomei um banho com direito a estalo no peito e saí pro aeroporto pra receber o @gbalieiro e o resto da família que vive na Europa. Logo que cheguei no aeroporto, vi um primo meu lá, que simplesmente falou: “Po Pedrão! Você tinha que ser o primeiro da família a ser atropelado! Qual vai ser sua próxima graçinha? Levar uma mordida de tubarão?“. Gente boa o cara.

Não parece muito agradável...
PASSO!

O resto do fim de semana foi tranquilo, eu continuava com a dor muscular e tive mais uns 2 estalos. A essa altura eu já imaginava que tinha fraturado/deslocado algum osso no peito, mas pensei: “Se ele calcificar no lugar nem preciso de ir no médico…“. Convenhamos, ortopedistas não têm coração, o objetivo deles é causar dor extrema.

Na segunda-feira eu cometi o maior erro que podia cometer, mas que de certa forma foi o agente causador da minha ida ao ortopedista. O que aconteceu, é que 2 dias depois de ser atropelado eu achei bacana a ideia de ir na academia normalmente e fazer uma caminhada na esteira(eu tinha noção de que não devia fazer exercícios anaeróbicos). Quando fui amarrar o tênis: “TEK!”. Meu peito estala e fica fora do lugar. E por ‘fora do lugar’ entenda que meu osso estava altão no peito, uma cena bizarra. Tentei movimentar os braços e forçar o retorno do osso ao lugar mas não obtive sucesso.
Mas, como eu já estava na academia, fui pra esteira andar um pouco e enquanto eu caminhava o osso voltou pro lugar. Alívio.
Terminei meu exercício tranquilamente e fui tomar banho. Imagina o que é tomar banho quase não movimentando os braços para não tirar o peito do lugar, poisé. Saí do banho, coloquei a roupa e fui amarrar o tênis com todo o cuidado do mundo. Em vão. Novamente o peito estalou e saiu do lugar.
Como não tinha nada a ser feito, imaginei que ele voltaria pro lugar rápido e fui trabalhar.
Segundo relatos dos co-workers, eu estava com o ombro totalmente contraído e totalmente travado. A dor era tanta, que sucumbi e marquei um ortopedista na parte da tarde. Eu mal conseguia levantar os braços para tirar raio-X(de novo! ¬¬). De lá fui direto pra casa, com um atestado de 15 dias e uma receita de remédio a base de codeina.

15 dias eu fiquei deitado, de barriga pra cima, me movimentando pouco, ganhando refeições na cama, e navegando na internet desse jeito:

deitadão
Controlando o pc pelo telefone ;D

Deu pra ler muitos livros, assistir muitos filmes e continuar com tédio.
Depois dos fatídicos 15 dias afastado, voltei pra empresa com um monte de apelido diferente, fiquei mais uns 2 meses sentindo dor no peito, especialmente na hora de espirrar. Aí aproveitei pra fazer uma camiseta personalizada:

peito de aço!
Muito charme…

Bom, essa foi a primeira história bizarra que aconteceu comigo que posto por aqui, ainda existem algumas histórias passadas e, infelizmente, muitas histórias futuras.

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29

Mar

Taxi #2

Posted by pedrocelso  Published in Bizarrices, engracados, FAIL, hospital

Depois de todos os acontecimento do dia, eu ainda estava na ambulância, ou seja, nem sabia se ia sobreviver ainda!
Aí, quando a ambulância estava saindo para o hospital, decidi ligar para minha irmã(que trabalha perto do pronto-socorro que me encaminhariam) para ver se ela podia ir lá me acompanhar. Ela se dispôs, claro.
Chegando no hospital, fiz questão de cadastrar a venue do João XXIII no foursquare.
Segundo minha irmã, ela olhou no meio da galera e viu alguém em uma maca com o celular pro alto, logo ela deduziu que fosse eu. Nem preciso dizer que ela acertou. Ela chegou perguntando:
“O quê você está fazendo?”
E quando ela ouviu “Twittando” de resposta, ela simplesmente falou:
“Ah, então você está bem…”
De certa forma ela estava certa. Apesar da dor que eu estava sentindo eu estava relativamente bem.
Logo em seguida fui transferido para uma sala, que eu não sei exatamente o que é, mas é uma espécie de primeiro atendimento aos pacientes que chegam, é aonde eles analisam a criticidade do seu caso e te encaminham para o devido departamento. Tirando o fato de ter mendigos em pedaços em toda a parte, até que essa parte foi tranquila. Ah! E teve uma parada muito intensa! Os médicos ressuscitando um mendigo do meu lado, com desfibrilador e tudo.
Mas como eu estava com a cara presa virada pra cima, eu nem vi muita coisa, mas as caras que minha irmã fazia me indicavam que as cenas não eram muito agradáveis por ali…
Um médico(ou enfermeiro, não sei) veio, analisou meu caso e me transferiu para o ultra-som. Já cheguei na sala fazendo piadinha: “E aí doutor, vamo ver se estou grávido?“. E a piadinha foi sucedida por uma poker-face mais ou menos assim:


Essa foi a cara do médico.

Nessa hora eu pensei que deveria ter mais tato ao falar com o cara que ia me examinar, mas por sorte o cara foi de boa e descobrimos que nenhum órgão interno meu tinha sido afetado. Aí eu dei uma respirada aliviada por saber que não tinha acontecido nada com meus órgãos, e que não, eu não estava grávido.
Em seguida fui encaminhado para o raio-X. E admito que tenho um medo incrível de raio-X. Imagine raios cruzando seu corpo! As chances de virar x-men são extremamente altas.
Fiz o raio-X, que também não apontou nada. Ou seja, tanto meus órgãos quanto meus ossos estavam supostamente inteiros.

Após os exames fui encaminhado novamente para a sala aonde os pacientes são ‘recebidos’ e após alguns minutos de espera, uma enfermeira veio analisar meu caso. Em todo o tempo que eu estive deitado o único tipo de dor que eu sentia era muscular, por ter batido com muita força a região abdominal. Aí a enfermeira veio, e me falou: “Vou aplicar uma dipirona em você“. Claro que eu avisei pra ela: “Não se preocupe, estou sentindo só dor muscular, e mesmo assim ela está muito fraca“. A biscate responde: “É pouca dor que vai virar dor nenhuma! Não se preocupe que você nem vai sentir a agulha!”

Cacete de agulha!
Essa cena me lembra muito o ocorrido. Não entendeu?

E não deu outra, a mulher injetou a aspirina líquida na minha veia, e a minha dor continuou exatamente a mesma :/.

Dipirona na veia é sacanagem
Só para enriquecimento do relato adicionei a foto do momento.

A essa altura do campeonato já era umas 19h e eu já não aguentava mais hospital, e considerando que nada tinha acontecido comigo, eu já estava pensando na hora que eu seria liberado. Aí o primeiro médico que veio me examinar depois que eu já estava no soro me diz: “Tá tudo bem com você, você deve ficar em observação por mais algumas horas e será liberado.“. Prontamente eu questionei: “Horas? Mas eu já estou bem!“. Se eu pudesse voltar atrás eu não falaria isso de novo, pois ele me respondeu: “Cara, eu não faço a mínima questão de você aqui, pelo contrário, quanto menos paciente melhor pra mim, mas esse é o protocolo!“. Desnecessário comentar a gentileza do médico.

Eu tentei sintetizar a história para caber em 2 posts, mas não tem como, eu omitiria muitos detalhes. Em breve posto a continuação da minha história, com os fatos sobre a enfermaria, academia, aeroporto e ortopedista! :D

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27

Mar

Taxi #1

Posted by pedrocelso  Published in Bizarrices, engracados, FAIL

Muita gente ainda não sabe que fui atropelado, e muitas que sabem que fui, não fazem ideia de como foi traumatizante a história. Portanto, os próximos 2 posts narrarão a história de como quebrei O PEITO.
Era uma sexta-feira, e eu estava tendo uma tarde tranquila, portanto, decidi sair mais cedo do trabalho para descansar, uma vez que de noite eu teria que ir no aeroporto receber meus familiares que moram na Europa.
Então estava lá eu andando tranquilamente, pensando em passar no mercado pra comprar alguma coisa diferente para beber comer quando fui atravessar uma rua. A rua não tem sinal, a única sinalização é a faixa de pedestre, e obviamente, eu atravessei nela.
Não foi muito vállida a minha escolha de atravessar na faixa, pois veio um taxi em alta velocidade e a única ciosa que consegui fazer foi dar um ‘sprint’ até a calçada e tentar me livrar do atropelamento. Não deu.
Fui atingido pelo taxi e jogado de peito em uma mureta dessas que têm em volta das árvores, sabem?
E foi uma porrada. Literalmente. Mas apesar do impacto eu fiquei consciente, e na hora já avisei pras pessoas em volta:
“Calma gente, tô bem, só estou com muita dor, mas acho que num deu nada não.”
A esse ponto o taxista já tava desesperado do meu lado chamando o SAMU, e umas 3 mulheres me perguntando se eu tava bem e tal.
Aí que que o nerd fez? Twittou, claro!


Notem a minha bermuda dilacerada! :(

Passou um tempo e nada do SAMU chegar, as mulheres foram embora, com exceção de uma, que por trabalhar na região hospitalar(local que fui atropelado) e estar toda de branco, eu imaginei que era médica ou enfermeira. Como o SAMU estava demorando mais de 20 minutos, essa mulher ligou novamente no 192 para tentar descobrir o motivo da demora, e foi aí que começou meu desespero.
JURO, a conversa dela foi assim:
“Boa tarde, houve um atropelamento aqui na avenida Afonso Pena com Brasil, e a ambulância aidna não chegou! … Sei … Então, tem uma vítima com traumatismo abdominal … Ok”
A essa altura eu estava com traumatismo abdominal e trauma dessa história! Eu não sabia o que era traumatismo abdominal, mas se uma médica diagnostificou isso só de olhar pra mim, a coisa devia ser séria.
Aí chegou o SAMU, eles viram que eu tava relativamente bem, colocaram uma maca do meu lado e pediram pra eu sentar nela. Quando fui apoiar na maca senti o peito estalar, e quando deitei, senti ele estalar de novo, como se tivesse voltado ao lugar. Obviamente eu falei isso com os enfermeiros do SAMU.
Nisso a médica veio me entregar o cartão dela, caso eu precisasse de alguma coisa, e nele estava escrito algo como:

“Fulana de Tal
Acupuntura e Medicina Oriental”

Humpf!
Minha cara ao ler o cartão.

Mas beleza, a essa altura já tinha amigo me chamando de problemático via twitter, e ninguém da minha família sabia o que tinha acontecido.
Analisem comigo, eu estava deitado, amarrado em uma maca, com um celular na mão. O que eu fiz?

Twittei, claro!
Twittei, claro!

Bom, essa foi a primeira parte dessa história. Em breve eu posto a continuação, com os fatos do açougue de mendigos(a.k.a. hospital público).

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Tags: pedro, peito-de-aço, taxi

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