Logo após ter sido hostilizado pelo médico do pronto-socorro fui transferido para a enfermaria, para ficar em observação até que um médico fosse lá me analisar e ver se eu estava bem para receber alta. A essa altura do campeonato eu já estava ficando preocupado com a bateria do meu celular, pois internet e mp3 estavam me ajudando a matar o tempo.
Na enfermaria até que foi tudo tranquilo, tirando o fato da enfermeira ter achado graça em me zoar. Mas ela curtia rock, portanto ela tinha pontos positivos comigo.
Depois de duas horas o médico foi lá e me deu a alta, e de tabela me receitou NOVALGINA. Fala sério, eu fui atropelado e o cara me receita novalgina, eu queria era morfina, poxa! hahahahaha
Cheguei em casa, tomei um banho com direito a estalo no peito e saí pro aeroporto pra receber o @gbalieiro e o resto da família que vive na Europa. Logo que cheguei no aeroporto, vi um primo meu lá, que simplesmente falou: “Po Pedrão! Você tinha que ser o primeiro da família a ser atropelado! Qual vai ser sua próxima graçinha? Levar uma mordida de tubarão?“. Gente boa o cara.

PASSO!
O resto do fim de semana foi tranquilo, eu continuava com a dor muscular e tive mais uns 2 estalos. A essa altura eu já imaginava que tinha fraturado/deslocado algum osso no peito, mas pensei: “Se ele calcificar no lugar nem preciso de ir no médico…“. Convenhamos, ortopedistas não têm coração, o objetivo deles é causar dor extrema.
Na segunda-feira eu cometi o maior erro que podia cometer, mas que de certa forma foi o agente causador da minha ida ao ortopedista. O que aconteceu, é que 2 dias depois de ser atropelado eu achei bacana a ideia de ir na academia normalmente e fazer uma caminhada na esteira(eu tinha noção de que não devia fazer exercícios anaeróbicos). Quando fui amarrar o tênis: “TEK!”. Meu peito estala e fica fora do lugar. E por ‘fora do lugar’ entenda que meu osso estava altão no peito, uma cena bizarra. Tentei movimentar os braços e forçar o retorno do osso ao lugar mas não obtive sucesso.
Mas, como eu já estava na academia, fui pra esteira andar um pouco e enquanto eu caminhava o osso voltou pro lugar. Alívio.
Terminei meu exercício tranquilamente e fui tomar banho. Imagina o que é tomar banho quase não movimentando os braços para não tirar o peito do lugar, poisé. Saí do banho, coloquei a roupa e fui amarrar o tênis com todo o cuidado do mundo. Em vão. Novamente o peito estalou e saiu do lugar.
Como não tinha nada a ser feito, imaginei que ele voltaria pro lugar rápido e fui trabalhar.
Segundo relatos dos co-workers, eu estava com o ombro totalmente contraído e totalmente travado. A dor era tanta, que sucumbi e marquei um ortopedista na parte da tarde. Eu mal conseguia levantar os braços para tirar raio-X(de novo! ¬¬). De lá fui direto pra casa, com um atestado de 15 dias e uma receita de remédio a base de codeina.
15 dias eu fiquei deitado, de barriga pra cima, me movimentando pouco, ganhando refeições na cama, e navegando na internet desse jeito:

Controlando o pc pelo telefone ;D
Deu pra ler muitos livros, assistir muitos filmes e continuar com tédio.
Depois dos fatídicos 15 dias afastado, voltei pra empresa com um monte de apelido diferente, fiquei mais uns 2 meses sentindo dor no peito, especialmente na hora de espirrar. Aí aproveitei pra fazer uma camiseta personalizada:

Muito charme…
Bom, essa foi a primeira história bizarra que aconteceu comigo que posto por aqui, ainda existem algumas histórias passadas e, infelizmente, muitas histórias futuras.